Bolsas asiáticas fecham em queda após tarifaço de Trump

Bolsas asiáticas fecham em queda após tarifaço de Trump


Os mercados asiáticos operaram em queda nesta 5ª feira (3.abr.2025) depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), anunciou novas tarifas sobre produtos importados.

O principal índice de referência do Japão, o Nikkei 225, despencou mais de 4% na abertura. Fechou em queda de 2,73%, com 34.751,00 pontos. Já o índice de referência da Coreia do Sul, o Kospi, caiu cerca de 1% na abertura e fechou nos 2.486,70 pontos, variação de -0,76%. 

Trump classificou a 4ª feira (2.abr) como o “Liberation Day” (“Dia da Libertação”, em português) porque, segundo ele, marca o momento em que os EUA se libertam do que ele chamou de comércio estrangeiro “injusto”. 

O republicano aplicou diversas tarifas sobre produtos e parceiros comerciais desde o início de seu 2º mandato, em 20 de janeiro, com o objetivo de fortalecer a economia do país, reverter deficits comerciais e recuperar a competitividade da indústria norte-americana. 

Além disso, Trump anunciou novas tarifas na 4ª feira (2.abr). Entre elas, de 10% sobre produtos brasileiros. Esse percentual é o mesmo que, segundo o presidente dos EUA, o Brasil cobra sobre bens norte-americanos. A taxa será a mesma para todos da América Latina, exceto Venezuela e Nicarágua. Entra em vigor no sábado (5.abr.2025).

Para países que cobram mais de 20% sobre os produtos dos EUA, o governo norte-americano aplicará uma taxa recíproca equivalente à metade. A China, por exemplo, será taxada em 34%. A UE (União Europeia), em 20%. 

Isso é meio recíproco, não totalmente recíproco”, disse Trump ao anunciar a medida na Casa Branca. Eis a íntegra do decreto que estabelece as tarifas em inglês (PDF – 238 kB) e em português (PDF – 239 kB).

Segundo o republicano, a política tarifária é uma “declaração de independência econômica” dos EUA. Ele descreveu o anúncio como “um dos momentos mais importantes da história norte-americana”.

A 1ª medida tarifária foi anunciada em 1º de fevereiro. Na ocasião, Trump aplicou 25% sobre produtos do México e do Canadá com a justificativa de que os países eram responsáveis pela chegada de “inúmeros e horríveis” imigrantes aos EUA, pela entrada de drogas no país e pelo deficit nas contas públicas.

O pacote entrou em vigor em 4 de março, depois de negociações com a presidente do México, Claudia Sheinbaum (Morena, esquerda), e o então primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau (Partido Liberal, centro-esquerda).

Eis a linha do tempo da política comercial de Trump:


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