Número de brasileiros com diploma do ensino superior passa de 6,8% para 18,4%, revela IBGE

Número de brasileiros com diploma do ensino superior passa de 6,8% para 18,4%, revela IBGE


Censo Demográfico de 2022, divulgado nesta quarta-feira (26) pelo instituto, revelou avanços em comparação aos dados anteriores, mas disparidade racial ainda persiste

FELIPE RAU/ESTADÃO CONTEÚDOMovimentação dos candidatos na Faculdade São Judas, no bairro da Mooca, região leste da capital paulista
Esse número representa um crescimento significativo em comparação aos 6,8% registrados em 2000 e 11,3% em 2010

De acordo com o Censo Demográfico de 2022 realizado pelo IBGE e divulgado nesta quarta-feira (26), 18,4% dos brasileiros com mais de 25 anos possuem diploma de ensino superior. Esse número representa um crescimento significativo em comparação aos 6,8% registrados em 2000 e 11,3% em 2010. Apesar desse avanço, a maioria da população adulta ainda não completou a graduação, refletindo a desigualdade no acesso à educação, especialmente entre os mais velhos.

O levantamento também indicou que 32,3% dos indivíduos com 25 anos ou mais têm o ensino médio completo ou estão em fase de conclusão do ensino superior. Além disso, 14% da população nessa faixa etária possui o ensino fundamental completo ou está com o médio incompleto. Por outro lado, a taxa de pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto caiu de 63,2% em 2000 para 35,2% em 2022.

Pensando no recorte de raça, os dados revelaram que 25,8% das pessoas brancas completaram o ensino superior, enquanto apenas 11,7% dos pretos e 12,3% dos pardos alcançaram esse nível de escolaridade. Nos últimos 20 anos, o acesso ao ensino superior para a população negra teve um crescimento notável. Em 2022, 56,4% dos jovens entre 18 e 24 anos estavam matriculados em instituições de ensino superior.

Em termos de anos de estudo, a média dos brasileiros com 11 anos ou mais foi de 9,5 anos em 2022. A população amarela se destacou com uma média de 12 anos de escolaridade, enquanto os brancos apresentaram 10,3 anos. Já os pretos e pardos tiveram uma média de 8,9 anos de estudo, o que evidencia disparidades raciais no acesso à educação.

A formação superior no Brasil em 2022 foi predominante nas áreas de negócios, administração e direito, com 8,5 milhões de graduados. As áreas de saúde e bem-estar e educação também apresentaram números expressivos, com 4,1 milhões e 3,6 milhões de formados, respectivamente. Nos cursos de medicina, economia e odontologia, a maioria dos graduados era composta por brancos, enquanto em áreas como serviço social e teologia, a diversidade racial era mais equilibrada.

cta_logo_jp

Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!

Analisando a questão de gênero, a engenharia mecânica e metalurgia teve a maior concentração de homens, com 92,6% de participação masculina. Por outro lado, as formações em serviço social e educação contaram com uma predominância feminina, com 92,8% e 93% de mulheres, respectivamente. Nos últimos anos, a presença feminina em cursos como medicina, direito e administração tem crescido, refletindo uma mudança nas dinâmicas de gênero na educação superior.

*Reportagem produzida com auxílio de IA
Publicado por Victor Oliveira





Source link