Cerca de 20 milhões de pessoas ficaram sem energia na noite de 3ª feira (25.fev)
O governo do Chile afirmou ter restabelecido a energia em 90% das casas, depois de um apagão ter deixado mais de 20 milhões de pessoas sem energia elétrica na 3ª feira (25.fev.2025). A interrupção também afetou serviços de transporte e comércio.
Como divulgado pelo SEN (Sistema Elétrico Nacional), órgão responsável por gerir a energia elétrica do Chile, à meia-noite desta 4ª feira (26.fev.2025), a luz já havia voltado em quase todas as casas. Da região central, na altura da cidade de Valparaíso, até o extremo sul, na Ilha de Chiloé, 100% da população já contava com energia elétrica novamente.
No norte do país, a recuperação era parcial até a última atualização do governo. Em Antofagasta, cerca de 30% da população ainda estava sem energia elétrica.
De acordo com o SEN, um desligamento em uma linha de transmissão com carga de 500 mil volts foi o causador do apagão. “Isso causou, posteriormente, um corte massivo no Sistema Elétrico Nacional”, disse o comunicado.
A linha que foi interrompida carregava o equivalente a ¼ da demanda de energia da região central e sul do país. O corte, como apontam as análises preliminares, foi decorrente de uma falha no sistema de proteção da linha, que causou o desligamento.
O SEN afirmou que investigará as causas do apagão.
METRÔ ÀS ESCURAS
O metrô da capital Santiago parou de funcionar logo depois do apagão. Mais de 150 ônibus foram mobilizados para auxiliar nos problemas operacionais no sistema de transporte. Veja imagens obtidas pelo jornal argentino Clarín:
CHILE A OSCURAS | Un masivo corte de luz afecta a casi todo el territorio chileno. Según fuentes oficiales, el apagón involucra al 80,1% de los usuarios y abarca desde Arica, en el norte, hasta la región de Los Lagos, en el sur. pic.twitter.com/72pfF4XmBw
— Clarín (@clarincom) February 25, 2025
Ainda na capital, o comércio e bancos fecharam as portas. O trânsito ficou confuso com os semáforos apagados.
Segundo a agência de notícias Reuters, o apagão interrompeu também as operações de mineração. A estatal chilena Codelco, maior produtora de cobre do mundo, citou problemas em minas de Chuquicamata, Andina, Salvador e El Tentente.