Segundo o ministro da Saúde, Guillermo Jaramillo, os casos da doença vêm sendo registrados desde setembro de 2024
O governo da Colômbia declarou na 4ª feira (16.abr.2025) emergência sanitária por febre amarela. De acordo com o ministro da Saúde do país, Guillermo Afonso Jaramillo, os casos da doença vêm sendo registrados na região desde setembro de 2024. Ao longo deste ano, segundo ele, apesar dos esforços para conter as infecções, o cenário se agravou.
“Ao todo, temos 74 casos confirmados e 34 falecidos. É uma enfermidade com mortalidade de cerca de 50% em pessoas infectadas”, destacou Jaramillo. Segundo ele, equipes de saúde visitam áreas de risco e passam de casa em casa para imunizar a população.
O ministério pediu que toda a população apta se vacine contra a febre amarela, a fim de evitar complicações da doença. A faixa etária para receber a dose foi ampliada no país e, em regiões consideradas de maior risco para a doença, crianças a partir de 9 meses podem ser imunizadas.
A doença
A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, imunoprevenível, de evolução abrupta e gravidade variável, com elevada letalidade nas suas formas graves. Causada por um vírus transmitido por mosquitos, ela tem dois ciclos de transmissão: urbano e silvestre.
No ciclo urbano, a transmissão se dá a partir de vetores urbanos (Aedes aegypti) infectados. No silvestre, os transmissores são mosquitos com hábitos predominantemente silvestres, sendo os gêneros Haemagogus e Sabethes os mais importantes.
Primatas não humanos são considerados os principais hospedeiros no ciclo silvestre, além de amplificadores do vírus. Também são vítimas da doença assim como o ser humano que, nesse ciclo, apresenta-se como hospedeiro acidental.
Os sintomas iniciais da febre amarela incluem início súbito de febre, dores no corpo, calafrios, náuseas e vômitos, dor de cabeça intensa, fadiga, dores nas costas e fraqueza.
A maioria das pessoas melhora depois dos sintomas iniciais. No entanto, cerca de 15% apresentam um breve período de horas a 1 dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença.
Com informações da Agência Brasil.