Seis casas de apostas alertam para possível manipulação em jogo do Brasileirão

Seis casas de apostas alertam para possível manipulação em jogo do Brasileirão


Advertência recebida pelo jogador do Juventude teve volume incomum de apostas e está sendo investigada; clube evita comentar e atleta está fora da próxima partida

O cartão amarelo recebido pelo atacante Ênio, do Juventude, durante a vitória por 2 a 0 sobre o Vitória, no último sábado (29/3), pelo Campeonato Brasileiro, foi considerado atípico por casas de apostas esportivas, que reportaram o caso à CBF e ao Governo Federal por suspeita de manipulação.

O lance ocorreu aos 36 minutos do primeiro tempo, quando Ênio foi advertido pelo árbitro Paulo Cesar Zanovelli após reclamar de uma falta próxima à área do Juventude.

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Segundo informações divulgadas pelo ge, seis casas de apostas identificaram movimentações incomuns relacionadas à advertência do jogador. O veículo apontou que, normalmente, apostas para que determinado atleta receba um cartão não ultrapassam 1% do total. Quando o número chega a 3%, já é considerado suficiente para gerar um alerta. No caso de Ênio, esse percentual superou os 10%. Em uma das plataformas, 99% das apostas relacionadas a cartões estavam direcionadas ao atacante.

A reportagem ainda revelou que, entre os apostadores monitorados no caso, três pessoas foram identificadas como participantes do meio esportivo. Segundo as normas do setor, jogadores, árbitros, dirigentes e membros de comissões técnicas são proibidos de realizar apostas.

O Juventude foi procurado, mas informou que, por ora, não irá se manifestar oficialmente. Já segundo apuração da ESPN, o clube prefere “entender perfeitamente a situação” antes de tomar qualquer decisão ou emitir comunicado envolvendo Ênio.

O atacante está fora da partida contra o Botafogo, neste sábado (5/4). O clube alegou, de acordo com o ge, que o afastamento se deve a uma possível proposta de venda — cujo destino não foi divulgado.

Até o momento, não houve manifestação pública do jogador sobre o caso. A CBF e as autoridades federais devem dar seguimento às investigações.



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