Combate à desinformação é uma responsabilidade essencial do jornalismo, diz Gabriela Di França

Combate à desinformação é uma responsabilidade essencial do jornalismo, diz Gabriela Di França


Apresentadora comanda o ‘Leitura Dinâmica’, uma das marcas mais longevas da Rede TV!

Na história da televisão, de todas elas, as mudanças na programação são consideradas “normais”. Um título pode durar pouco tempo no ar, enquanto outros, conquistam um lugar cativo, dos mais duradoruros, muito por conta da sua aceitação junto ao telespectador e ao mercado.

Em se tratando de Rede TV!, o “Leitura Dinâmica” aparece como o conteúdo mais longevo da casa. Estreou em 21 de novembro de 1999, em um domingo, com apresentação de Milton Jung.

Devido à boa aceitação, virou programa diário em 2001 e mantém o formato até hoje.

Para Gabriela Di França, atual apresentadora, o  “Leitura Dinâmica foi pioneiro dentro da mídia televisiva”.

“O formato dinâmico e inovador fez dele um telejornal à frente do seu tempo. Então, acho que o ‘Leitura’ não sentiu tanto essa transição (entre o analógico e o digital) e uma necessidade de se adaptar porque já era muito moderno quando surgiu”, detalha a jornalista.

Ela recorda que o “LD” foi o primeiro telejornal diário, em que a apresentadora apareceu de pé, com movimento, com telão virtual, com interatividade e reportagens mais rápidas, leves e objetivas.

“Claro que a transição do analógico para o digital foi um marco importante, pois exigiu adaptações não apenas tecnológicas, mas também na forma de consumir notícias. Hoje, o público busca informações rápidas, objetivas e acessíveis em múltiplas plataformas, e o programa soube evoluir para atender a essas demandas, mantendo sua essência de trazer um noticiário diferenciado, ágil e conectado ao que acontece no mundo. Informa, mas também entretém.”

Falando em digital, redes sociais, o ‘Leitura’ também tem essa preocupação em atacar o crescimento das fake news?

“Com certeza. O combate à desinformação é uma responsabilidade essencial do jornalismo televisivo, e o ‘Leitura Dinâmica’ também tem esse compromisso com a checagem rigorosa dos fatos. Em um mundo, onde as fake news se espalham com facilidade nas redes sociais, é fundamental e muito necessário oferecer um jornalismo sério, baseado em fontes confiáveis. Apesar de apresentarmos um formato ágil, com visual moderno, em um jornal ‘mais leve e cool’, não significa que abrimos mão da apuração cuidadosa dos fatos. Pelo contrário, buscamos apresentar a notícia de forma clara, objetiva e com credibilidade para que o público tenha acesso a informações seguras e verídicas. Nosso compromisso é com a verdade dos fatos”, prossegue.

Como você vê o papel do jornalista hoje?

“Vejo o papel do jornalista, hoje, como algo ainda mais necessário para a sociedade. Em meio a tantas vozes, informações desencontradas e fake news, o jornalista é quem busca a verdade, apura os fatos com responsabilidade e entrega conteúdo confiável ao público. Me preocupa ver como muitas pessoas estão alienadas aos acontecimentos do mundo, do seu país ou da sua cidade, porque eles têm impacto em suas vidas. Um cidadão bem informado tem mais consciência, senso crítico e poder de decisão — seja na política, na economia ou no cotidiano, e até mesmo nas suas relações. O jornalismo tem justamente essa missão: formar, informar e despertar o senso de participação na sociedade. Além disso, o jornalismo sempre teve um papel fundamental na defesa da democracia, na valorização da verdade e na fiscalização dos poderes. Hoje, esse papel se tornou ainda mais crucial! Porque somente um cidadão bem informado tem consciência de seus direitos e deveres. É muito mais fácil manipular e enganar uma pessoa que vive alienada.”

E conclui: “Hoje, mais do que nunca, o jornalista precisa criar uma conexão real com o público. Aquela postura mais distante, que por muito tempo foi o padrão, já não funciona como antes — pelo contrário, muitas vezes afasta o telespectador. Com as redes sociais, todo mundo, de certa forma, virou um comunicador. Por isso, cabe ao jornalista se reinventar, falar com mais proximidade, de forma acessível e humana, sem abrir mão da responsabilidade com a informação. É essencial ser um comunicador multiplataforma, saber adaptar a linguagem para cada meio e entender como se conectar com diferentes públicos. Tudo isso mantendo o compromisso com a ética, a credibilidade e a verdade”.

Gabriela, que, além da Rede TV!, tem passagens por SBT, Agência Estado, TV MSN, Rede CNT, Terra TV e TV Diário, afiliada da  Globo.



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