Clube londrino quer incluir venda do time feminino na conta, mas Uefa não considera se negócio envolveu só empresas do mesmo grupo
O Chelsea está em negociações com a Uefa para definir um possível acordo financeiro após ultrapassar os limites de perdas permitidos pelas regras de Fair Play Financeiro (FFP). O clube não poderá incluir nos cálculos financeiros a venda de sua equipe feminina, negociada com a Blueco 22 Midco Ltd por 200 milhões de libras, segundo informações do site The Athletic.
A Uefa não considera válidas para fins de FFP transações envolvendo ativos com empresas do mesmo grupo, como é o caso de Chelsea e Blueco 22 Midco Ltd.
Além da equipe feminina, o Chelsea também vendeu à Blueco 22 Properties Ltd os hotéis Copthorne e Millennium por 76,5 milhões de libras. Esss operações não serão reconhecidas nos cálculos da Uefa.
Para o ciclo de avaliação de 2023-2024, a Uefa permite um prejuízo máximo acumulado de 80 milhões de euros (equivalente a 67,9 milhões de libras) em 2 anos. Excluídas as vendas de ativos, o Chelsea apresentou perda de 237 milhões de libras no período.
A previsão é de que as conversas levem à aplicação de uma multa. De acordo com o The Sunday Times, uma decisão é esperada até maio de 2025.
Em setembro de 2022, a Uefa multou o PSG em 10 milhões de euros por descuprimir as regras do FFP. Na mesma ocasião, o Chelsea e outros clubes foram incluídos em uma lista de monitoramento. Em julho de 2023, o Manchester United foi multado em 300 mil euros por infração considerada de menor gravidade.
Fair Play Financeiro
O Fair Play Financeiro é um conjunto de regras criado para organizar as finanças dos clubes de futebol, exigindo maior controle de gastos e cumprimento de obrigações financeiras.
A Uefa estabeleceu seu sistema em 2009 para reduzir prejuízos e garantir estabilidade no setor. Entre as principais normas estão:
- limite de deficit;
- controle de endividamento;
- exigência de patrimônio líquido positivo;
- restrição ao aporte de empresas ligadas aos clubes.