Mariana Rios está há um tempo querendo engravidar e revelou nesta semana que teve uma trombofilia. Em 2020, a atriz e cantora confessou que sofreu um aborto espontâneo. Para entender melhor a relação entre essa doença em mulheres que desejam ser mães, a reportagem do portal LeoDias conversou com a obstetra e especialista em reprodução, Dra. Lorrainy Rabelo.
A trombofilia é uma condição médica hematológica caracterizada pela presença de uma tendência no sangue de formar coágulos de forma normal em locais onde não deveria ocorrer. Isso aumenta o risco de trombose e de dificuldade de suprimento sanguíneo com nutrientes e oxigênio para ser como regiões vitais.
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“Esse distúrbio pode ser causado tanto por fatores genéticos transmitidos de forma familiar e também adquirido por algumas questões imunes”, explicou especialista.
Quando uma mulher tem trombofilia, ela pode ter dificuldade no processo tanto de obtenção como manutenção da gestação, pois acontece uma formação excessiva de coágulos que podem afetar o fluxo sanguíneo, prejudicando o fornecimento de oxigênio e nutrientes para o feto. Isso pode levar a complicações, como abortos espontâneos recorrentes ou vários abortos. Pré-eclâmpsia, ou eclampsia que é uma condição em que a pressão arterial se eleva de forma muito perigosa, podendo ter risco. Ela pode ser prejudicial tanto para a mãe quanto para o bebê e acontecer a dificuldade de crescimento do bebê pelo fornecimento anormal de nutrientes
“Por isso, é muito importante que as mulheres que têm trombofilia recebam acompanhamento adequado com tratamento que pode incluir desde o uso de anticoagulante para reduzir o risco dessas complicações durante a gravidez e aumentar a chance de um parto, uma gestação saudável. Depende do tipo de gravidade da condição para o tratamento, mas geralmente envolve o uso ainda de aspirina, monitoramento contínuo, algumas vezes precisa de aconselhamento genético, controle de fatores de ricos. É um acompanhamento com hematologista, obstétrica, para poder diminuir os riscos e garantir a saúde da mãe e do bebê. Monitorar possíveis complicações ao longo da gestação e no pós-parto”, continuou a médica.
O diagnóstico de trombofilias é realizado principalmente por meio de exames laboratoriais e avaliação do histórico clínico da paciente. Nesse momento, o médico considera a história médica, incluindo qualquer histórico de trombose, complicações gestacionais que ela possa ter tido, para solicitar os exames para conformar a presença da trombofilia. Eles são geralmente pesquisas de mutações genéticas como o fator 5 de Leiden, mutação da trombina, antitrombina, pesquisa de anticorpos, hemogramas, exames de coagulação entre outros.
“A trombofilia não tem sintomas. Geralmente já aparece com acometimentos graves como trombose, AVC (Acidente Vascular Cerebral), abortos, pré-eclâmpsias entre outros e é importante dizer que não tem cura. A mulher não pode fumar, nem usar contraceptivos principalmente com estrogênio.