Pesquisa mostra que o governo é avaliado como ótimo/bom por 29%; é a 2ª pior avaliação da gestão, atrás só de fevereiro
Pesquisa Datafolha divulgada na 6ª feira (4.abr.2025) indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu frear as seguidas quedas em sua popularidade. A taxa de eleitores que avaliam o governo do presidente como “ruim” ou “péssimo” recuou de 41% para 38%, desde fevereiro, dentro da margem de erro do levantamento, de 2 pontos percentuais.
Já os eleitores que avaliam o governo petista como “ótimo” ou “bom” foram de 24% para 29% no período. Apesar desse crescimento, a percepção negativa dos brasileiros com o governo Lula ainda está quase 9 pontos percentuais a frente da avaliação positiva.
A percepção do governo Lula como “bom” ou “ótimo” também ficou atrás da avaliação “regular”, que está em 32% e se manteve no mesmo patamar da pesquisa de fevereiro. Há também 1% que não soube responder.
Eis a avaliação do governo, segundo o Datafolha:
- ruim/péssimo – 38% (eram 41% em fev.2025);
- regular – 32% (eram 32% em fev.2025);
- ótimo/bom – 29% (eram 24% em fev.2025);
- não sabem – 1% (era 2% em fev.2025).
Essa é a 2ª pior avaliação do governo Lula registrada pelo Datafolha desde a posse. O resultado só fica atrás dos números de fevereiro.
O Datafolha entrevistou 3.054 pessoas, com 16 anos ou mais, em 172 municípios, de 1º a 3 de abril. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%.
ADVERTÊNCIA
As empresas de pesquisas não usam necessariamente os mesmos enunciados das perguntas nem as mesmas opções de respostas quando avaliam o desempenho dos governos e dos governantes.
É impreciso afirmar que o eleitor aprova ou desaprova o trabalho de um governante ou da administração pública se a questão dá como opções de respostas estas 6 opções: “ótimo”, “bom”, “regular”, “ruim”, “péssimo” ou “não sabe ou não respondeu”.
É comum entender que a soma das respostas “ótimo” e “bom” seria sinônimo de “aprova o governo”. E que a soma de respostas “ruim” e “péssimo” seria equivalente a “desaprovação do governo”. Esse entendimento está incorreto porque desconsidera a parcela dos eleitores que respondeu “regular”. Os entrevistados que escolhem a categoria “regular” podem tanto aprovar como desaprovar a administração ou o governante.
As opções de respostas citadas acima (“ótimo”, “bom”, “regular”, “ruim” ou “péssimo”) são uma idiossincrasia em pesquisas brasileiras. No país onde mais se faz estudos de opinião pública no planeta, os Estados Unidos, o mais comum é a pergunta ser sempre direta e binária, com apenas duas opções de resposta: aprova ou desaprova.
O PoderData, empresa de pesquisas do Grupo Poder360, faz uma pergunta direta sobre o governo federal em suas pesquisas, indagando se o eleitor aprova ou desaprova. No caso da avaliação do trabalho pessoal do presidente da República, questiona-se se o entrevistado considera que é “ótimo”, “bom”, “regular”, “ruim” ou “péssimo”.
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