Governo brasileiro reage a tarifas adicionais no valor de 10% a exportações brasileiras

Governo brasileiro reage a tarifas adicionais no valor de 10% a exportações brasileiras


Governo do Brasil buscará, em consulta com o setor privado, defender os interesses dos produtores nacionais junto ao governo norte-americano

EFE/EPA/ALEXANDER DRAGO / PISCINA
Trump
Governo dos Estados Unidos de impor tarifas adicionais no valor de 10% a todas as exportações brasileiras

O governo brasileiro lamentou, nesta quarta-feira (2), a decisão tomada pelo governo dos Estados Unidos de impor tarifas adicionais no valor de 10% a todas as exportações brasileiras. “A nova medida, como as demais tarifas já impostas aos setores de aço, alumínio e automóveis, viola os compromissos dos EUA perante a Organização Mundial do Comércio e impactará todas as exportações brasileiras de bens para os EUA”, diz a nota do Ministério das Relações Exteriores. Em defesa dos trabalhadores e das empresas brasileiras “o governo do Brasil buscará, em consulta com o setor privado, defender os interesses dos produtores nacionais junto ao governo dos Estados Unidos”, acrescenta. Segundo dados do governo norte-americano, o superávit comercial dos EUA com o Brasil em 2024 foi da ordem de US$ 7 bilhões, somente em bens. Somados bens e serviços, o superávit chegou a US$ 28,6 bilhões no ano passado. Trata-se do terceiro maior superávit comercial daquele país em todo o mundo.

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Uma vez que os EUA registram recorrentes e expressivos superávits comerciais em bens e serviços com o Brasil ao longo dos últimos 15 anos, totalizando US$ 410 bilhões, a imposição unilateral de tarifa linear adicional de 10% ao Brasil com a alegação da necessidade de se restabelecer o equilíbrio e a “reciprocidade comercial” não reflete a realidade. Ao mesmo tempo em que se mantém aberto ao aprofundamento do diálogo estabelecido ao longo das últimas semanas com o governo norte-americano para reverter as medidas anunciadas e contrarrestar seus efeitos nocivos o quanto antes, o governo brasileiro avalia todas as possibilidades de ação para assegurar a reciprocidade no comércio bilateral, inclusive recurso à Organização Mundial do Comércio, em defesa dos legítimos interesses nacionais.





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