Estudo afirma que erradicação de material sem garantia de procedência tende a gerar ganho de produtividade
Um estudo divulgado na 4ª feira (2.abr.2025) pela organização CropLife Brasil, em parceria com a Céleres Consultoria, mostra que a erradicação da pirataria de sementes de soja no Brasil tem potencial de aumentar receitas de setores diversos em cerca de R$ 9,2 bilhões. (Eis a íntegra – 2 MB).
O levantamento indica que 11% da área plantada de soja no país utiliza sementes sem nenhum tipo de certificação ou garantia de procedência. O volume é equivalente à produção do Mato Grosso do Sul. O estudo também mostra que o combate à prática ilegal pode fomentar investimentos em novas variedades de sementes e avanços tecnológicos.
Nos últimos 20 anos, a produção de soja no Brasil cresceu quase duas vezes mais que a expansão da área semeada, graças ao investimento em tecnologia. Isso resultou em um ganho de produtividade de 35% no período. Contudo, a utilização de sementes piratas causou uma redução média de 17% na produtividade, além de comprometer a qualidade do cultivo e dos grãos.
No Rio Grande do Sul, a pirataria de sementes de soja é quase 3 vezes maior que a média nacional, com perdas anuais de R$ 1,1 bilhão. A apreensão de 1.400 toneladas de sementes irregulares de soja em Santiago (RS) em 2024, avaliadas em quase R$ 20 milhões, foi a maior ação de combate da história.