Pesquisa encomendada pela federação de bancos mostra que efeitos mais acentuados são notados nas compras domésticas
Uma pesquisa encomendada pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos) registrou um aumento da percepção de alta da inflação no Brasil. Cerca de 89% dos 2.000 entrevistados de 19 a 21 de março de 2025 disseram ter sentido a elevação de preços. Em setembro de 2024, quando o levantamento anterior foi realizado, esse índice era de 74%. Eis a íntegra (PDF – 2 MB).
Realizada pelo Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas) em todas as regiões do país, a pesquisa mostra que a percepção é mais acentuada em relação ao aumento de preços de alimentos e produtos de abastecimento doméstico. Dos entrevistados, 74% apontam para elevação desses itens. No levantamento anterior, de seis meses antes, o índice era de 70%.
Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) referentes à prévia da inflação de março, quando a pesquisa foi realizada, mostram que o aumento generalizado de preços no país, levando em conta os 12 meses anteriores, superou os 5%. O índice está acima da meta de 2025, que é de 3%, com piso de 1,50% e teto de 4,50%.
Apesar das dificuldades econômicas, incluindo a percepção de alta da inflação, 72% dos entrevistados pelo instituto Ipespe disseram estar satisfeitos com a vida pessoal. Além disso, 80% consideram que sua situação pessoal e familiar ou melhorou ou permaneceu igual no primeiro trimestre de 2025. Mais de 45% das pessoas acreditam que o país vai melhorar em 2025.