Sindicato busca a mediação com órgãos como o Ministério Público do Trabalho, o Tribunal Regional do Trabalho e o Tribunal Superior do Trabalho

Nos últimos dias, os entregadores de aplicativos em São Paulo intensificaram suas reivindicações por melhores condições de trabalho. A insatisfação crescente entre esses trabalhadores levou o Sindicato dos Motociclistas de São Paulo (Sindimoto-SP) a buscar a mediação com órgãos como o Ministério Público do Trabalho, o Tribunal Regional do Trabalho e o Tribunal Superior do Trabalho. A paralisação, que teve início no começo da semana, é um reflexo direto do descontentamento dos entregadores com o tratamento recebido e a busca por melhorias significativas em suas condições de trabalho.
Uma das principais reivindicações dos entregadores é o reajuste no preço das corridas. Atualmente, o valor mínimo para corridas acima de 4 km é de R$ 6, mas o Sindimoto-SP propõe que esse valor seja aumentado para R$ 10. Além disso, há uma demanda para que cada quilômetro rodado seja remunerado em R$ 2,50. Para os entregadores que utilizam bicicletas, a proposta é estabelecer um raio de atuação de até 3 km, já que, muitas vezes, esse limite é ultrapassado, tornando o trabalho mais oneroso e desgastante.

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O sindicato também está buscando a colaboração de grandes plataformas digitais e operadoras de hamburguerias para mediar as negociações. A ideia é que essas empresas se envolvam mais ativamente na busca por soluções que atendam às necessidades dos entregadores. Além disso, há um esforço para que comerciantes e lojistas considerem a possibilidade de realizar entregas diretamente, sem a intermediação das plataformas, o que poderia resultar em melhores condições para os trabalhadores.