Em meio às ameaças de Trump, Mette Frederiksen se reunirá com o novo governo groenlandês para discutir estratégias que possam fortalecer as relações econômicas com Copenhague

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, está realizando uma visita significativa à Groenlândia nesta quarta-feira, logo após a recente passagem do vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance pela ilha. A Groenlândia, conhecida por ser a maior ilha do mundo, com mais de 2 milhões de quilômetros quadrados, abriga uma população de apenas 57 mil habitantes. Este território, que faz parte do Reino da Dinamarca, tem sido o centro de uma disputa de interesses entre dinamarqueses e americanos. Durante sua visita, Frederiksen se reunirá com o novo governo groenlandês para discutir estratégias que possam fortalecer as relações econômicas entre Dinamarca e Groenlândia.
Este encontro ocorre em um momento em que o desejo de independência dos groenlandeses está crescendo. Entre os seis partidos representados no Parlamento da Groenlândia, cinco defendem a soberania completa em relação à Dinamarca. Pesquisas recentes indicam que mais de 80% dos cidadãos desejam a independência, mas não querem se tornar um território dos Estados Unidos. Na semana passada, J.D. Vance visitou uma base militar americana no norte da Groenlândia e criticou a gestão dinamarquesa, sugerindo que uma aproximação com os Estados Unidos, tanto militar quanto econômica, seria mais vantajosa para a população local. Os dinamarqueses, por sua vez, refutam essas alegações, afirmando que têm trabalhado para garantir o bem-estar social dos groenlandeses.

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A questão da soberania da Groenlândia promete ser um tema central nos próximos meses, com a possibilidade de a ilha se tornar o país mais novo do mundo. A primeira-ministra dinamarquesa destacou que o futuro da Groenlândia deve ser decidido pelos próprios groenlandeses, através de um plebiscito autorizado pelo governo de Copenhague, e não por decisões unilaterais dos Estados Unidos. A visita de Mette Frederiksen está sendo acompanhada de perto, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, especialmente em meio a anúncios de tarifas por parte do governo americano.
*Com informações de Luca Bassani
*Reportagem produzida com auxílio de IA