Parto de jovem russa expõe rede de tráfico humano e seita com suposta ligação ao Brasil

Parto de jovem russa expõe rede de tráfico humano e seita com suposta ligação ao Brasil


As autoridades argentinas seguem investigando o caso em busca de saber a proporção da rede e esclarecer se as vítimas foram abusadas sexualmente e

Uma rede internacional de tráfico humano foi desmascarado no último fim de semana. O esquema, que envolve o Brasil, foi descoberto quando uma jovem russa grávida procurou atendimento médico em um hospital na Argentina. De acordo com o La Nación, a mulher de 22 anos estava acompanhada de duas compatriotas, cujo nervosismo ao responder certas perguntas despertou suspeitas. As autoridades médicas registraram uma queixa por possível tráfico de pessoas, o que levou à prisão de 15 indivíduos suspeitos de integrar uma “organização criminosa transnacional” com base em Montenegro, nos Bálcãs.

Após a internação da jovem para a cesárea, detetives da División Unidad Operativa Federal (DUOF) de Bariloche identificaram as duas mulheres que a acompanhavam, de 40 e 44 anos. Em seguida, a Direção Nacional de Migração (DNM) constatou que o visto delas estava vencido, tornando sua permanência no país irregular.

Veja as fotos

Reprodução/Policía Federal Argentina

Reprodução/Policía Federal ArgentinaReprodução/Policía Federal Argentina

Reprodução/Policía Federal Argentina

Reprodução/Policía Federal ArgentinaReprodução/Policía Federal Argentina

Reprodução/Policía Federal Argentina

Reprodução/Policía Federal ArgentinaReprodução/Policía Federal Argentina


Assim que a irregularidade foi constatada, as mulheres foram detidas para que as autoridades investigassem se as suspeitas de tráfico humano eram fundamentadas. Enquanto isso, outras duas mulheres, também russas, apareceram na unidade de saúde fazendo perguntas sobre o estado de saúde da jovem e do recém-nascido, além de apresentarem nervosismo, o que levou à prisão delas também.

No momento, a jovem grávida que buscou atendimento médico no hospital está sob custódia policial e já deu à luz a um menino.

Investigação do caso e prisão de suspeitos

Alguns dias depois, as quatro mulheres foram liberadas e deixaram a prisão. No entanto, as investigações, lideradas pelo promotor Arrigo, continuaram tentando desmascarar o possível esquema. “Em resposta à possível fuga de membros do que é considerada uma organização criminosa transnacional sediada em Montenegro, o promotor Arrigo, com o conhecimento do juiz Zapata, conforme previsto no Código de Processo Penal Federal para casos urgentes, ordenou uma série de prisões”, disse a Procuradoria ao veículo argentino.

Com a liberação para operações nos aeroportos de Bariloche e Jorge Newbery, em Buenos Aires, agentes federais identificaram a presença de um grupo de cidadãos russos composto por um homem e seis mulheres. Todos eles estavam prontos para embarcar no voo e apresentavam sinais de desnutrição.

O homem, chamado Konstantin Rudnev, foi identificado e apontado como líder da organização criminosa, que já havia sido condenado a 11 anos de prisão na Europa por estupro. No momento de sua prisão, ele tentou se ferir no pescoço com uma lâmina de barbear, mas foi impedido pelos policiais. Os agentes revistaram os pertences dos passageiros e encontraram comprimidos que testaram positivo para cloridrato de cocaína.

Além deles, mais duas mulheres russas que chegaram no aeroporto em uma van foram detidas.

As operações também estavam acontecendo no Aeroporto Jorge Newbery, e mais seis suspeitos foram presos: três homens russos e três mulheres de diferentes nacionalidades, mexicana, brasileira e russa.

A polícia confirmou ao veículo que todos os passageiros adquiriram as passagens na mesma agência de viagens e tinham como destino o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, no Brasil. Outros russos também embarcaram para o Brasil nos últimos meses, o que reforçou as suspeitas de que a organização usava a Argentina como um ponto estratégico na rota para levar as vítimas a outros países.

Seita Ashram Shambala

“Os detidos, a maioria deles cidadãos russos, tinham como destino a cidade de São Paulo, no Brasil. A investigação da PSA incluiu extenso trabalho de campo e análise de inteligência para identificar membros de uma organização suspeita de envolvimento em tráfico de pessoas ligado a uma seita chamada Ashram Shambala”, disse o Ministério da Segurança Nacional em um comunicado à imprensa.

A seita Ashram Shambala, mencionada no caso, é conhecida por controlar seus seguidores, incluindo práticas de submissão e rituais sexuais organizados por seus líderes. Fontes informaram ao jornal argentino que “tudo está sob investigação” e que o objetivo é determinar se houve abuso sexual contra as jovens trazidas para a Argentina.

O caso segue sob investigação da Procuradoria-Geral da República de Bariloche, que busca determinar a dimensão dos crimes e possíveis conexões com o Brasil e outros países.



Source link