Nunes, prefeito de SP, ameaça professores que participarem de greve

Nunes, prefeito de SP, ameaça professores que participarem de greve


Prefeito disse que descontará salários de docentes que aderirem à mobilização; categoria pede reajuste salarial e mudanças no regime previdenciário

Professores da rede municipal de ensino de São Paulo fazem uma paralisação nesta 4ª feira (2.abr.2025). A mobilização, aprovada em assembleia da Aprofem (Sindicato dos Professores e Funcionários Municipais de São Paulo), reivindica reajuste de 12,9%, elevação do piso salarial de todos os profissionais de educação com incorporação dos valores à carreira e o fim da contribuição previdenciária de 14%.

Os docentes marcaram um ato em frente à prefeitura, no Viaduto do Chá, região central de São Paulo. A manifestação será a partir das 10h.

Na 2ª feira (31.mar), o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), ameaçou punir os professores que aderissem à paralisação com desconto de salários. Para Nunes, a mobilização possui motivação política.

Não existe razoabilidade numa atitude como essa. Esse é um serviço essencial. As pessoas que forem utilizar essa prática para fazer política partidária, nós vamos descontar”, disse o prefeito, citado pela Folha de S. Paulo, afirmando que não irá permitir que “pessoas utilizem de ações políticas partidárias para conturbar o processo pedagógico”.

A vice-presidente da Aprofem, Margarida Prado Genofre, disse não temer as ameaças de Nunes e que a paralisação se dá por conta da estagnação das negociações com a administração municipal.

Nossa data-base é em 1º de maio, mas esse é o prazo limite da negociação, não o início da nossa campanha salarial. O prefeito está fazendo o papel dele de desestimular a paralisação, mas nós temos direito de nos manifestar. Vivemos em uma democracia, com o direito de paralisar, manifestar e fazer greve“, afirmou.

Parlamentares do Psol entraram com uma representação contra Nunes, pedindo que o prefeito de São Paulo seja investigado sob alegação de assédio moral por conta das ameaças de corte salarial. A representação foi entregue ao Ministério Público do Trabalho e no Geduc (Grupo de Atuação Especial de Educação) da Promotoria.

A prática do prefeito, ao ameaçar descontar salários dos servidores grevistas, configura abuso de poder e assédio, uma vez que essa atitude contraria a legislação que garante o direito de manifestação e greve sem represálias“, disse, à Folha, a representação da deputada federal Luciene Cavalcante, do deputado estadual Carlos Giannazi e do vereador Celso Giannazi.





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