Nascido em Brasília, Murilo Rosa chegou a disputar dois mundiais e a representar o Brasil, sozinho, na Espanha
Poucos sabem, mas o ator Murilo Rosa quase troca o tablado pelo tatame. Isso porque, durante a sua juventude em Brasília, o ator investiu pesado nas artes marciais. Faixa preta em taekwondo, ele contou em entrevista ao “Programa Flávio Ricco”, da “LeoDiasTV”, que chegou a disputar dois mundiais na categoria. “Eu amo o esporte, acho que o esporte traz uma disciplina para a sua vida, um foco… Eu acho que a profissão de ator precisa de um pouco de ousadia e muita determinação, e acho que o esporte é assim também”, afirmou.
Durante a conversa, Rosa confessou que ter sido esportista lhe ajudou muito com a carreira artística. “O terceiro sinal do teatro, quando você entra em cena, me lembrava muito a sirene em um mundial de taekwondo, quando você cumprimenta o seu adversário e começa a luta. E na luta [assim como no teatro], você não pode parar”, explicou.
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Rosa ainda relembrou um momento difícil enquanto lutador. Com 17 anos de idade, o atleta vivenciou um momento tenso da política brasileira: o confisco das poupanças pelo governo do ex-presidente Fernando Collor. Na época, ele e sua equipe de taekwondo estavam prestes a viajar para a Espanha para disputar o mundial universitário. Com os recursos confiscados, a delegação brasileira ficou impossibilitada de viajar e o ator foi sozinho representar o país.
“Quando cheguei lá, os jornais da Espanha retrataram esse momento. Eu ganhei uma medalha de destaque do evento, mas muito mais pelo momento político e pelo meu esforço que pelo desempenho. Eu lutei contra o vice-campeão mundial, perdi de 3×1, mas ganhei a medalha e foi um momento muito bonito da minha vida, muito significativo”.