Moraes decreta prisão preventiva de Léo Índio

Moraes decreta prisão preventiva de Léo Índio


Denunciado por tentativa de golpe, sobrinho de Bolsonaro pediu refúgio no país depois de ter passaporte cancelado como medida cautelar

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes decretou nesta 4ª feira (2.abr.2025) a prisão preventiva de Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio. O sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é réu por tentativa de golpe de Estado de 2022. Ele participou dos atos extremistas do 8 de Janeiro.

Léo Índio estava com o passaporte cancelado como medida cautelar, mas viajou para a Argentina com um documento provisório. Segundo Moraes, a conduta indica que o réu tinha a intenção de fugir, em razão do acolhimento da denúncia contra ele. Leia a íntegra da decisão (PDF – 116 kB).

“O réu demonstrou ampla intenção de sair do território nacional com a finalidade de se evadir do distrito de culpa, uma vez que o acusado tendo plena ciência do cancelamento de seu passaporte, deliberadamente fugiu do Brasil, tendo ingressado na Argentina com o documento de identidade, em razão da desnecessidade de apresentação obrigatória de passaporte em países do Mercosul”, declarou.

Moraes seguiu a manifestação da PGR (Procuradoria Geral da República, que afirmou que Léo Índio descumpriu a medida cautelar, que era uma alternativa à prisão. Segundo o órgão, só a retenção do passaporte se mostrou insuficiente para impedir a fuga e, por isso, pediu a sua prisão preventiva.

IDA À ARGENTINA

Réu por participação nos atos extremistas de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas em Brasília, Léo Índio está na Argentina.

A advogada do réu enviou ao Supremo um documento das autoridades migratórias segundo o qual Léo Índio tem permissão para permanecer até 4 de junho no país. Ele também tem permissão para trabalhar, estudar e usar os serviços públicos de saúde argentinos.

Moraes, relator do caso no STF, havia intimado a defesa a prestar esclarecimentos, depois de uma rádio do interior paranaense veicular um vídeo em que Léo Índio diz estar no país vizinho por ter medo de ser preso. 

RÉU PELO 8 DE JANEIRO

Segundo a denúncia da PGR, o próprio Léo Índio publicou imagens em suas redes sociais durante a invasão dos prédios públicos no 8 de Janeiro.

Em uma das publicações, ele aparece sobre o prédio principal do Congresso Nacional, onde ficam as cúpulas do edifício. Em outra, surge perto da sede do STF. Para a PGR, isso prova a participação dele na invasão e depredação dos edifícios. 





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