Haddad diz defender autonomia e “vida longa” ao Banco Central

Haddad diz defender autonomia e “vida longa” ao Banco Central


Ministro da Fazenda participou de cerimônia que comemora 60 anos da autoridade monetária

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta 4ª feira (2.abr.2025) que o governo federal vai respeitar a autonomia do Banco Central. Declarou que fará o possível para que a autoridade monetária tenha “vida longa” e indicados qualificados para fortalecer a instituição. Ele participou de evento de comemoração dos 60 anos da autarquia.

“[O governo] Vai respeitar sua autonomia, mas também vai trazer para cá informações e sugestões que vão engrandecer o trabalho”, disse Haddad no edifício-sede da autoridade monetária.  

O evento teve participação de ex-presidentes da autoridade monetária, como Gustavo Franco, Gustavo Loyola, Pedro Malan, Wadico Bucchi, Alexandre Tombini, Armínio Fraga, Henrique Meirelles, Ilan Goldfajn e Roberto Campos Neto.

Haddad disse que tem ficado cada vez mais institucionalista ao longo da vida pública. Defendeu a importância de desenhar, fortalecer e aperfeiçoar a vida de uma instituição. Segundo o ministro, o Banco Central está vivendo um “novo momento” e passou por uma “transição complexa e inédita”.

O ministrou afirmou que o país dificilmente vai vencer a “má política”, que é aquela que a tensão entre polos impende uma agenda de Estado. Haddad também defendeu disputas eleitorais em que os opostos colocam seus melhores argumentos. Por fim, reconheceu ser importante a alternância do poder. “Essa é a boa democracia. Democracia de um partido único não é uma democracia”, disse.

De acordo com o petista, a má política coloca a perder o projeto nacional. Disse que autoridades da vida pública devem ter responsabilidade em adotar medidas sem saber o resultado da próxima eleição.

Sem citar as tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), Haddad disse que hoje é um dia com um desafio global muito delicado e “particular”.

PRESENTES NO EVENTO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estava previsto para participar do evento, mas cancelou. Entre as autoridades presentes, estão:

  • Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado;
  • Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara;
  • Fernando Haddad, ministro da Fazenda;
  • Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego;
  • Simone Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento;
  • Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça e Segurança Pública;
  • Jaques Wagner (PT-BA), líder do Governo no Senado;
  • Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda;
  • Gustavo Guimarães, secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento.

Durante a cerimônia, Haddad sentou-se ao lado de Marinho e Meirelles. Campos Neto estava ao lado de Gustavo Loyola e Armínio Fraga.





Source link