Dólar opera em alta na expectativa do “tarifaço” de Trump

Dólar opera em alta na expectativa do “tarifaço” de Trump


Presidente dos Estados Unidos planeja lançar mais taxas a outros países; Ibovespa está em alta, próximo à estabilidade

O dólar opera em alta na tarde desta 4ª feira (2.abr.2025). A moeda norte-americana estava cotada a R$ 5,696 por volta de 14h10, com expansão de 0,21% no dia. 

O câmbio estadunidense havia começado a manhã em queda. Atingiu a mínima de R$ 5,661 em torno de 10h20. O movimento foi revertido durante o resto do dia.

A Bolsa também opera em alta. Principal índice da B3, o Ibovespa cresceu 0,12% marcando 131.299,81 pontos.

O mercado está à espera dos anúncios que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), deve fazer durante a tarde. A expectativa é que ele determine mais tarifas para os países que são seus parceiros comerciais. Deve intensificar a guerra comercial.

Trump apelidou esta 4ª feira (2.abr) de “Liberation Day” (“Dia da Libertação”, em português). Segundo ele, a data marcará o momento que os EUA se libertarão de produtos estrangeiros.

As novas tarifas se somam às demais taxas impostas pelo republicano desde o início de seu 2º mandato, em 20 de janeiro. Relembre:

Trump defende a taxação de outros países desde a sua campanha eleitoral, em 2024. Segundo ele, os Estados Unidos concedem benefícios às outras nações quando se trata de comércio exterior. O objetivo também é impulsionar a indústria local ao restringir a competitividade.

Medidas para carros importados foram anunciadas em 26 de março. Serão colocadas taxas de 25% para todas as nações que vendem os veículos aos EUA.

As tributações adicionais para aço e alumínio começaram em 21 de março. O valor também é de 25%.

O impacto para o fornecedor brasileiro pode ser significativo, porque os EUA são o maior comprador de aço do Brasil e o 2º maior de alumínio. 

Um estudo do Bradesco indica que a taxação pode reduzir as exportações brasileiras em até US$ 700 milhões. O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) aposta em uma perda maior, de US$ 1,5 bilhão.


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