A GCP inclui TV aberta, canais pagos e uma forte presença digital, sendo um dos pilares do Grupo Globo, que também conta com a Editora Globo, Globo Ventures, Sistema Globo de Rádio e a Fundação Roberto Marinho
O Grupo Globo Comunicação e Participações (GCP) fechou 2024 com resultados financeiros super positivos. A empresa, considerada a maior do setor de mídia no Brasil, teve uma receita de R$ 16,4 bilhões, 8% maior do que no ano anterior. O lucro antes de impostos e outros descontos (Ebitda) cresceu 26%, chegando a R$ 1,55 bilhão. Já o lucro final foi de R$ 1,99 bilhão, um aumento de 138%. As informações são do jornal Valor Econômico.
“Foi um ano extraordinário, queremos dizer que tudo andou muito bem, com bom desempenho em todas as frentes de negócios”, afirmou Manuel Belmar, diretor do Globo, em entrevista ao jornal Valor Econômico.
O saldo positivo é resultado do bom desempenho e de novas aquisições da empresa, que em 2024 comprou o restante do Telecine e aumentou sua participação na Eletromidia de 27% para 75%, incorporando os resultados dessas empresas em seus números. Essas compras acrescentaram cerca de R$ 70 milhões ao lucro operacional da Globo. Além disso, a empresa anunciou planos para comprar os 25% restantes da Eletromidia, o que deve custar R$ 1,2 bilhão.
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O Globoplay, serviço de streaming da Globo, teve um crescimento de 42% no número de assinantes, enquanto o Premiere Play aumentou 41%. Esse crescimento reforça a aposta da empresa em conteúdos originais e tecnologia. Um dos grandes destaques do ano foi o filme original Globoplay, “Ainda Estou Aqui”, que conquistou um Oscar inédito para o Brasil e um Globo de Ouro para Fernanda Torres. “O fato do primeiro filme original Globoplay teve exercícios três periódicos ao Oscar e uma estatueta coloca a Globo e o Globoplay cada vez mais aos olhos do mercado mundial”, destaca Belmar.
A empresa também inaugurou o maior estúdio de produção virtual da América Latina e garantiu os direitos de transmissão de 9 dos 10 jogos por rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, sendo cinco deles exclusivos.
Mesmo investindo e comprando novas empresas, a Globo manteve uma situação financeira sólida. O caixa da empresa fechou o ano com R$ 13,6 bilhões. A dívida bruta cresceu 30%, chegando a R$ 6,6 bilhões, principalmente por conta da valorização do dólar e da compra da Eletromidia.
Para 2025, Belmar prevê desafios devido à economia instável e à inflação, mas a Globo já se prepara para crescer de forma mais cautelosa. “O ano começa com grandes desafios. A combinação da questão fiscal com mais inflação, que eleva os juros, vai cobrar um preço na atividade econômica. Mas nos preparamos com [perspectiva de] taxas de crescimento mais conservadoras e olhamos o cenário dia após dia tentando encontrar caminhos alternativos para proporcionar soluções aos clientes que possam mitigar os efeitos da desaceleração econômica.”, disse ele em entrevista ao jornal Valor Econômico.
A publicidade foi a maior fonte de renda da Globo, representando 66% do faturamento, enquanto a venda de conteúdo gerou 34%. A receita com anúncios cresceu 14%, chegando a R$ 10,8 bilhões, enquanto o faturamento com conteúdo se manteve estável em R$ 5,1 bilhões. Os custos da empresa subiram 7% devido aos direitos esportivos da Olimpíada de Paris, mas as despesas gerais caíram 2%, mostrando um controle eficiente dos gastos.
A GCP inclui TV aberta, canais pagos e uma forte presença digital, sendo um dos pilares do Grupo Globo, que também conta com a Editora Globo, Globo Ventures, Sistema Globo de Rádio e a Fundação Roberto Marinho.