China utiliza munição real em exercício militar perto de Taiwan

China utiliza munição real em exercício militar perto de Taiwan


Exército chinês afirma ter simulado ataques a portos e instalações de energia; Casa Branca enfatiza importância de paz na região

A China informou que conduziu exercícios militares com munições reais de longo alcance perto de Taiwan nesta 4ª feira (2.abr.2025). De acordo com o exército chinês, os exercícios marítimos envolveram ataques de precisão a alvos simulando portos e instalações de energia.

A operação foi batizada de Strait Thunder 2025A (Trovão do Estreito-2025A, em tradução livre). Segundo o Ministério da Defesa da China, “o exercício focou principalmente em assuntos de treinamento como identificação e verificação, advertência e expulsão, e interceptação e detenção, em uma tentativa de testar as capacidades das tropas em controle regional, bloqueio conjunto e ataque de precisão”

 

Este foi o 2º dia seguido que o exército da China realizou simulações militares próximas de Taiwan, mas o 1º com munições reais.

De acordo com o porta-voz do exército da China, o coronel Shi Yi, as forças aéreas também realizaram treinamentos nas áreas próximas da ilha. O objetivo era treinar a coordenação entre embarcações e aeronaves.

O Ministério da Defesa de Taiwan afirmou na noite de 3ª feira (1º.abr) que foram detectadas 74 aeronaves, 15 embarcações e 4 navios oficiais do exército chinês perto da ilha.

A porta-voz do governo dos Estados Unidos, Karoline Leavitt, afirmou na 3ª feira (1º.abr) que o presidente Donald Trump (Republicano) está “enfatizando a importância de manter a paz” na região. Segundo ela, o governo se opõe a qualquer tentativa unilateral de mudar o status quo da região por força ou coerção.

“O Conselho de Segurança Nacional me informou sobre isso esta manhã, e eles disseram que o presidente está enfatizando a importância de manter a paz no Estreito de Taiwan, encorajando a resolução pacífica dessas questões através do estreito, reiterando nossa oposição a quaisquer tentativas unilaterais de mudar o status quo pela força ou coerção”, afirmou Leavitt durante a coletiva de imprensa.

CHINA E TAIWAN

Taiwan, um território insular, separou-se da China em 1949 quando as forças comunistas venceram a guerra civil e tomaram o poder. O governo taiwanês realizou uma transição democrática ao longo de décadas.

Desde a separação, o governo chinês diz que Taiwan sempre foi parte de seu território e que é apenas uma ilha separatista. Autoridades taiwanesas, que recebem apoio dos EUA e da Europa, negam a posição da China e se consideram um país independente.

Exercícios militares chineses tornaram-se comuns ao longo das últimas décadas para pressionar o governo de Taiwan, porém a ascensão do presidente Lai Ching-te, em maio de 2024, intensificou as tensões.

O líder taiwanês reforçou a posição contra o discurso da China e prometeu resistir em caso de uma possível invasão ou tentativa de anexação do território. Do lado chinês, o chanceler Wang Yi disse que quem defender a independência de Taiwan será “duramente punido”.





Source link