Câmara vota resposta ao tarifaço de Trump na 4ª feira

Câmara vota resposta ao tarifaço de Trump na 4ª feira


Câmara analisa regra de reciprocidade comercial no dia em que os EUA começam a cobrar novas taxas sobre produtos importados

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou ao Poder360 que o projeto de lei para autorizar ao Brasil a adotar reciprocidade tarifária e ambiental no comércio do Brasil com outros países será votado na 4ª feira (2.abr.2025). 

O projeto foi aprovado pelo Senado nesta 3ª feira (1º.abr) com 70 votos a favor e nenhum contrário. Vale para todos os países com os quais o Brasil faz comércio, mas ganhou força depois das últimas medidas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), que ampliou para 25% a taxa de importação de aço e alumínio do Brasil. 

A partir de 4ª feira (2.abr), o governo de Trump dará início à cobrança de novas taxas sobre produtos importados, as chamadas “tarifas recíprocas”

Na Câmara, a proposta será apensada a um projeto de lei cuja urgência foi aprovada em dezembro de 2024, e exige que o governo só firme novos acordos comerciais com países que tenham regras ambientais similares. Com isso, o projeto poderá ser analisado diretamente no plenário, sem passar por comissões temáticas.

ENTENDA

Inicialmente, o texto original (íntegra) focava na reciprocidade ambiental. Obrigava que países interessados em vender seus produtos ao Brasil cumprissem os mesmos critérios ambientais brasileiros, como na emissão de gases poluentes. 

O aumento de tarifas anunciado por Trump, no entanto, fez o projeto ganhar força e receber modificações.

Pelo texto, caberá ao Conselho Estratégico da Camex (Câmara de Comércio Exterior) decidir se adota contramedidas em diferentes esferas (restrição às importações de bens e serviços; suspensão de concessões comerciais, de investimento e de obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual). 

O projeto determina que as contramedidas “deverão ser, na medida do possível, proporcionais ao impacto econômico causado pelas ações”.

Também estabelece a realização de consultas diplomáticas coordenadas pelo Ministério das Relações Exteriores para analisar os impactos das contramedidas. 

Deverão passar por consultas públicas. A Camex, no entanto, terá permissão para adotar contramedidas provisórias, de forma excepcional.





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