No Vietña, o presidente rebateu as críticas sobre a falta de transparência dos compromissos da primeira-dama
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu neste sábado (29.mar.2025) a autonomia da sua mulher, a primeira-dama Janja da Silva. Em entrevista a jornalistas antes de sua partida de Hanói, Vietnã, o petista rebateu as críticas sobre a falta de transparência das viagens realizadas por ela durante o governo.
O presidente afirmou que Janja “não é clandestina” e “vai continuar fazendo o que ela gosta”.
“Ela não faz viagem apócrifa. Ela faz viagem porque ela foi convidada, e não foi pouca coisa. Ela viajou a convite do governo [de Emmanuel] Macron para discutir a Aliança Global Contra a Fome. E eu fiquei muito orgulhoso”, disse Lula, ao citar a presença da primeira-dama no evento da Aliança Global Contra a Fome, em Paris, na 5ª feira (27.mar).
Janja tem sido criticada pela oposição pelos gastos em viagens e os custos de sua equipe, mesmo sem a primeira-dama ter um gabinete oficial na estrutura do governo. Segundo levantamento realizado pelo Poder360, os assessores dela custaram cerca de R$ 1,9 milhão por ano em 2023 e em 2024.
A ida da primeira-dama ao Japão também foi motivo de insatisfação dos opositores. Janja chegou ao país no dia 18 de março, uma semana antes da chegada do próprio presidente brasileiro, sem anúncio prévio.
A equipe da primeira-dama justificou a viagem antecipada, afirmando que ela acompanhou a equipe precursora “para economizar passagem aérea” e negou qualquer falta de transparência.
O presidente rebateu a oposição por questionar as viagens de Janja ao afirmar que os questionamentos são “molecagem”, “fake news” e “irresponsabilidade”. Ele disse que a companheira é independente.
“Ela vai estar onde ela quiser, vai falar o que ela quiser e vai andar para onde ela quiser”, declarou Lula.