Líderes internacionais classificam como ‘ataque direto’ tarifas imposta por Trump sobre veículos fabricados fora do país

Líderes internacionais classificam como ‘ataque direto’ tarifas imposta por Trump sobre veículos fabricados fora do país


Primeiro-ministro canadense, Mark Carney, classificou a medida como um ‘ataque direto’

ANDREJ IVANOV / AFPMark Carney, former Governor of the Bank of Canada, speaks during a press conference following the first night of the Liberal Leadership Debate at Mels studios in Montreal, Canada on February 24, 2025.
Primeiro-ministro canadense, Mark Carney

Líderes internacionais reagiram ao decreto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de 25% sobre carros fabricados fora do país. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, classificou a medida como um “ataque direto”. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, lamentou “profundamente” a decisão de Trump, mas deixou a porta aberta para soluções negociadas. Este não é o primeiro revés para o setor automotivo desde que Donald Trump voltou à Casa Branca em 20 de janeiro. No início de fevereiro, o anúncio de tarifas alfandegárias de 25% para todos os produtos de Canadá e México, países que Trump acusa de não fazerem o suficiente para conter a migração irregular e o tráfico de fentanil, abalou o setor automotivo.

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O adiamento da medida até 2 de abril trouxe um alívio temporário para a indústria. Mas se, por fim, for aplicada sem nuances, isto é, adicionando-os, os automóveis desses países poderiam pagar um imposto de 50% caso não tenham peças americanas. Além disso, o alívio foi breve, já que, em meados de março, Trump taxou o aço e o alumínio. Os Estados Unidos importam aproximadamente metade do aço e do alumínio que utilizam em indústrias tão diversas como a automobilística, a aeroespacial, a petroquímica e até em produtos de consumo básico, como embalagens de alimentos enlatados.

A próxima etapa da política tarifária de Trump, considerada a mais significativa, acontecerá em 2 de abril, uma data chamada por Trump de “dia da libertação”. Nesse dia, ele pretende aplicar as chamadas tarifas alfandegárias “recíprocas”, que vão afetar todos os produtos importados pelos Estados Unidos. O objetivo é igualar, dólar por dólar, as tarifas impostas aos produtos americanos no exterior. Embora inicialmente tenha afirmado que não haveria “isenções nem exceções”, Trump garantiu nesta quarta-feira que esses novos impostos seriam “muito indulgentes”. “Isso vai afetar todos os países, e vamos garantir que sejam muito indulgentes. Acho que as pessoas vão se surpreender bastante”, acrescentou.

*Com informações da AFP
Publicado por Sarah Paula





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