Minimalismo? Esqueça! Depois de anos dominados por tons neutros e cortes retos, a estética maximalista está voltando com força total – e ninguém traduz esse movimento melhor do que Lola, a vilã magnética da novela “Beleza Fatal” -. Interpretada por Camila Pitanga, a personagem não apenas marca sua ascensão na trama com um figurino poderoso, mas também coloca em evidência o conceito de “fubanga core“, ou estética de fubanga.
Se o quiet luxury (do inglês luxo silencioso) de Sofia Richie reinou absoluto por um tempo, agora é a vez do exagero, do brilho e do drama tomarem conta. E Lola não está sozinha nesse revival. Sua estética maximalista evoca figuras icônicas da teledramaturgia, como Nazaré Tedesco (de “Senhora do Destino”), Carminha (“Avenida Brasil”) e Bebel (“Paraíso Tropical”) – todas vilãs inesquecíveis que usaram a moda como extensão de seu poder e personalidade -.
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Fubanga core: o caos luxuoso de Lola
O fubanga core é a antítese da era minimalista. A tendência, que resgata a opulência dos anos 2000 com pele sintética, animal print, metalizados e acessórios over, se manifesta no guarda-roupa de Lola de maneira intensa e sem medo de excessos. Seu figurino não é apenas chamativo: ele comunica ambição, dominação e desejo de ser vista.
Os principais códigos do estilo de Lola
• Brilho e recortes estratégicos: vestidos que marcam a silhueta com fendas, transparências e tecidos metalizados. O dourado, o vermelho e o preto dominam sua paleta, reforçando seu status de femme fatale;
• Alfaiataria dramática: conforme Lola sobe na hierarquia do império da beleza, sua estética se refina com ternos bem cortados, blazers estruturados e ombros marcados, um visual de comando que remete diretamente à Carminha, a rainha dos looks all white, ou todo em branco;
• Acessórios de impacto: óculos oversized, brincos extravagantes, luvas de couro e bolsas de grife são elementos que reforçam sua imagem de luxo e excessos. Seu arsenal fashion inclui marcas como Miu Miu, Céline, Fendi, Valentino e Balenciaga;
• Referências à cultura pop: assim como Bebel trouxe o bimbo core para o Brasil nos anos 2000, Lola moderniza a ostentação com um toque high fashion, equilibrando glamour e sensualidade sem nunca perder a sofisticação.
Beleza calculada
O batom vermelho é assinatura. O olhar é sempre bem definido, com delineado preciso ou um esfumado sutil. A pele é impecável, sem marcações exageradas, transmitindo uma aparência natural, porém, refinada. O cabelo alterna entre ondas suaves e coques estruturados, sempre polidos, sem margem para improviso.
O novo maximalismo
Se a moda sempre reflete seu tempo, o maximalismo de Lola chega como um grito de independência em meio à estética clean que dominou os últimos anos. O retorno das texturas marcantes, das cores vibrantes e do styling sem medo de errar traduz um momento de libertação fashion – e, como sempre, são as vilãs que ditam as regras -.
Citando a passarela, desfiles como o de Balenciaga e Versace para a temporada primavera/verão 2023 celebraram o brilho, os recortes e o glamour opulento, resgatando o maximalismo de uma forma moderna. O desfile de Versace apostou em metalizados e peças com formas dramáticas, algo que lembra muito os looks que Lola ostenta na tela.
Mas o impacto do estilo de Lola vai além disso: as redes sociais fervem com inspirações e buscas por suas referências de moda. O retorno do brilho, dos recortes ousados e do mix de texturas nas passarelas reflete um desejo coletivo de sair da neutralidade. Se tem uma coisa que “Beleza Fatal” deixou claro, é que o reinado das vilãs fashionistas nunca sai de cena – ele só se reinventa -.