A administração de Trump reduz financiamento para programas de HIV/Aids, malária, saúde materna e neonatal
A administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), enviou nesta 5ª feira (27.fev.2025) a rescisão de 90% dos contratos de saúde financiados pelo país em todo o mundo. A medida afeta projetos de cuidados essenciais, incluindo combate ao HIV/Aids, malária, saúde materna e neonatal.
A decisão segue uma pausa de 90 dias em toda a ajuda externa iniciada em 20 de janeiro para “reavaliar” a consistência dos projetos com a política externa do presidente, o “América Primeiro”. As informações são da Reuters.
Com a decisão, muitos programas essenciais foram afetados. Entre eles, programas de HIV/Aids na África do Sul e a Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids), que tiveram seus contratos com a USaid (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) cancelados. A Khana, no Camboja, dedicada ao combate ao HIV e à tuberculose, também recebeu aviso de rescisão.
A falta de clareza sobre os critérios para as rescisões causou preocupações entre líderes de organizações de saúde. Beatriz Grinsztejn, presidente da Sociedade Internacional de Aids, expressou a gravidade da situação: “Os cortes de financiamento dos EUA estão desmantelando o sistema. O tratamento do HIV está desmoronando. Os serviços de tuberculose estão entrando em colapso… Vidas estão em jogo”.
Na África do Sul, país com o maior número de pessoas vivendo com HIV, cerca de 8 milhões, os cortes representam um impacto significativo. Programas que atendiam grupos vulneráveis, como pessoas LGBTQIA+ e profissionais do sexo, além de oferecer testes e serviços de HIV para a população em geral, estão entre os mais afetados.
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