Congresso em Foco

Congresso em Foco


Durante o lançamento do edital de construção do túnel submerso Santos-Guarujá, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), fez um apelo pela superação da polarização política no Brasil. O discurso foi proferido diante do presidente Lula e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ambos possíveis candidatos na disputa eleitoral de 2026.

“O nosso povo não quer mais radicalismo. O nosso povo não aguenta mais viver uma tensão que só faz mal a nós mesmos”, afirmou Motta, em tom enfático. Segundo ele, o país precisa de mais momentos de convergência, como o ocorrido no evento em Santos, para que a população receba benefícios concretos.

Hugo pede que líderes priorizem soluções e deixem rivalidades de lado.

Hugo pede que líderes priorizem soluções e deixem rivalidades de lado.Pedro Ladeira/Folhapress

O parlamentar ressaltou que o foco da política deve estar nas necessidades da população, independentemente de ideologia ou filiação partidária. “Quem está na ponta não quer saber o nosso partido, não quer saber a nossa ideologia. Quem está na ponta quer resultado, quer entrega, quer dos seus homens públicos a responsabilidade de poder colocar sempre o interesse da população em primeiro lugar”, apontou.

Hugo Motta também defendeu que o Congresso adote uma postura voltada à conciliação. Nós queremos sair de uma pauta que nos divide para uma pauta que nos une, disse, reforçando que seu compromisso, enquanto presidente da Câmara, será o de incentivar essa mudança de postura.

Sua fala veio poucas horas após a divulgação de uma pesquisa da Quaest indicando o crescimento da popularidade de Tarcísio, impulsionando o seu nome como alternativa para a sucessão do ex-presidente Jair Bolsonaro nas próximas eleições. Paralelamente, o governo Lula sofre com o desgaste de sua imagem, e trabalha em estado de alerta para assegurar seu desempenho eleitoral.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, também se pronunciou na mesma direção. Ele aproveitou a oportunidade para criticar a gestão de Bolsonaro. “Os dois estão ocupando, o presidente Lula e o governador Tarcísio, o mesmo palco no mesmo anúncio de obras. Isso não era para ter destaque na imprensa. Isso devia ser uma coisa corriqueira da democracia. De um país que pensa nas pessoas. Mas por quê que isso passou a ser nota de capa de jornal, de capa de site? É porque durante sete anos não houve esse tipo de evento”, declarou.



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