Nomeações, que precisam da aprovação do Senado, foram recebidas com críticas pela oposição, que as considera inconstitucionais
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O presidente da Argentina, Javier Milei, gerou uma crise política ao nomear, por meio de um decreto, dois novos integrantes para a Corte Suprema de Justiça. As nomeações, que precisam da aprovação do Senado, foram recebidas com críticas pela oposição, que as considera inconstitucionais. Os escolhidos, Ariel Lijo e Manuel García Mansilla, enfrentam forte resistência, especialmente Lijo, que já acumula mais de 30 denúncias por má conduta e outras acusações sérias. Milei defendeu sua decisão ao afirmar que a lentidão do Senado em aprovar novos membros da Corte justificava a medida. Ele aproveitou o recesso legislativo para agir, argumentando que a Corte não poderia operar de forma eficaz com apenas três juízes. A bancada peronista no Senado já manifestou sua intenção de contestar o decreto, considerando-o uma afronta à Constituição.
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A situação levanta preocupações sobre a relação entre os poderes Executivo e Legislativo na Argentina. Especialistas acreditam que a ação de Milei pode ser uma estratégia para desviar a atenção de um escândalo envolvendo criptomoedas que está em curso. Caso o Senado não valide as nomeações, o presidente tem a opção de prorrogar o decreto por mais um ano, o que poderia agravar ainda mais a crise. A tensão política se intensifica à medida que a oposição se mobiliza para contestar a decisão do presidente. A situação atual reflete um cenário delicado, onde a separação de poderes e a legalidade das ações do governo estão em jogo. A repercussão das nomeações e a resposta do Senado serão cruciais para o futuro da administração de Milei e para a estabilidade política do país.
Publicado por Sarah Paula
*Reportagem produzida com auxílio de IA