Mesmo no inverno, Los Angeles sofre com pior incêndio registrado; entenda por quê

Mesmo no inverno, Los Angeles sofre com pior incêndio registrado; entenda por quê


Meteorologista explica o motivo por trás dos incêndios florestais atingirem a Califórnia nesta época do ano

Os grandes incêndios florestais que estão devastando o Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, já ocasionaram na morte de 5 pessoas e mais de 180 mil estão sendo forçadas a deixarem suas casas, de acordo com bombeiros locais.

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Incêndio em Los AngelesFoto: Josh Edelson/AFP

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Bombeiros combatem incêndio na Igreja Presbiteriana de Pacific Palisades, em Los AngelesFoto: Mark Abramson/The New York Times

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Incêndio devastador é considerado um dos piores da história no Estado da CalifórniaFoto: Ringo Chiu/Reuters

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“Da minha janela, vejo Los Angeles in flames [em chamas, em português]”, escreveu Fernanda Torres sobre incêndioReprodução Instagram

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A pergunta que muitos fazem é: por que isso está acontecendo no inverno, sendo que deveria ser o contrário? De acordo com a meteorologista Estael Sias, do MetSul, eventos como esse são comuns no sul da Califórnia no período costumeiramente considerado frio. Ao portal LeoDias, a especialista explicou as principais causas.

“O principal causador é o fenômeno conhecido como Ventos de Santa Ana. Eles se caracterizam por fortes correntes de ar quente e seco que sopram do interior continental em direção à costa do Pacífico, geralmente aparecendo entre o outono e inverno, quando sistemas de alta pressão se formam no interior do continente”, explicou.

De acordo com Estael, a diferença de pressão entre o deserto e a costa é que é o pulo do gato, pois acaba impulsionando o vento, tornando-se quente e veloz.

“A principal característica dos ventos de Santa Ana é sua capacidade de atingir velocidades extremamente altas, frequentemente superando 100 km/h. Além disso, eles carregam ar seco, reduzindo a umidade relativa a níveis críticos”, pontuou.

Outra causa vem do fenômeno mais conhecido e popular, o La Niña. Segundo a meteorologista Estael Sias, a seca prolongada na região é um dos principais responsáveis por este cenário atípico.

“O resfriamento do Oceano Pacífico na faixa equatorial, associado às condições de La Niña, está diretamente ligado a este desastre de grandes proporções. O padrão atmosférico durante o fenômeno frequentemente resulta em mais chuvas no norte da Califórnia e seca no sul, mas neste ano a disparidade é ainda maior”, explicou.

Na cidade de Los Angeles, o início do inverno de 2024-2025 é o mais seco desde 1964. Desde o início de dezembro, a estação meteorológica de referência na cidade registrou apenas 0,5 mm de chuva, e não há previsão de precipitação para as próximas semanas, conforme o MetSul.

Para Estael, os números destacam a importância de medidas de prevenção e planejamento em face de fenômenos climáticos extremos. “Embora La Niña não seja a única responsável, ela amplia o impacto da seca em áreas vulneráveis. É fundamental que as autoridades levem em conta a previsão climática para minimizar os danos futuros”, concluiu.



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